É difícil quando só você é amiga.
Na maior decepção da sua vida eu fiquei com você.
Quando você sentiu medo eu te socorri.
Tudo que você me pedia eu fazia.
Vira e mexe te chamava para sair, passear.
Demorou, mas percebi, na sua dedicatória que eu não era tão importante quanto você me falava que eu era, vivia dizendo que me amava e eu nunca respondia em troca por que dizer as coisas é muito importante, não são só palavras.
E ficou ainda mais nítido quando no hospital você poderia ter intervindo...
Gosto de fotos e por isso capricho nas fotos que eu tiro. Até que observei o seu desleixo para tirar fotos minhas...
Nada é por acaso. Talvez eu só conseguiria chegar a paixão da minha vida através de você.
Falar todo mundo fala, uma atitude significa muito mais que mil palavras.
Ligar não é suficiente.
Se se importa insista.
Senti todo o seu egoísmo, o seu descaso, e quando devolvendo para você, você interpreta como inveja...
Tenho inveja do que? Do seu emprego? De uma faculdade que mais cedo ou mais tarde eu vou concluir? De ter passado a infância e a adolescência me sentindo feia por causa do nariz e do cabelo? De um marido que sabemos bem qual é a dele? De filhos? De uma habilidade que assim como você mais cedo ou mais tarde eu vou alcançar e até ultrapassar? Talvez do local onde você mora que realmente é muito bom.
Eu demorei, mas enxerguei que fui amiga sozinha.
E refletindo melhor arrisco-me a perguntar: será que sou eu que tenho inveja?